FAÇA O QUE EU DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO
(sem legenda)
Desde as primeiras divulgações de
postagens dos ORDS no Repórter Difusora, reclamações de toda natureza, nos
levam a pensar na necessidade de mergulharmos profundamente em uma busca de ampliação
da nossa educação para as próximas gerações. Nós, deste tempo midiático, somos
especialistas em julgar e condenar, esquecendo que toda comunicação tem mão
dupla. Pedras de agora, vidraças de daqui a um segundo.
Nós queremos honestidade de todos
os políticos, mas adoramos furar a fila do banco, do hospital, da lotérica. Nós
queremos honestidade daqueles que são responsáveis pela ordem no dia a dia, mas
não vacilamos em querer molhar a mão do guarda, oferecendo um cafezinho pra
liberar o carro em uma blitz. Alguns já irão me julgar agora, postando que há
guardas corruptos. Se for assim, de que lado você vai estar?, foi assim que
você aprendeu em casa. Lembra quando a gente chegava em casa com um objeto que
não era reconhecido como nosso, e nossos pais faziam a gente ir até o local
onde havíamos “achado” o objeto?.
A semana passada foi emblemática
neste bate boca que ocorre diariamente no Repórter Difusora. Dezenas de
postagens incluindo áudios, escritos e até vídeos em que os moradores da
estrada de Ribamar, se expressavam divididos, a respeito de alterações no
trânsito ao longo daquela via. Analisando que o que chegou até nós, através de
nosso whatsApp, percebemos que ficaram divididos entre o que era bom e péssimo
para quem transita por ali. Inegável o grau de observação apurado de alguns que
postaram verdadeiros relatórios a respeito, paralelamente a estas postagens,
imagens vindas de lá mostravam continuadas ações de moradores que insistem em
colocar em risco suas vidas e de outros, fazendo retornos proibidos. Já
perdemos a conta de quantas vezes divulgamos acidentes até com vítimas fatais
por causa destas práticas.
Bem, acho salutar este tempo de
idade mídia, onde podemos compartilhar tanta coisa boa, reclamar, sugerir,
orientar, educar, mas entendamos também que precisamos evoluir como sociedade
que reivindica seus direitos, mas que também tem deveres. Se começarmos agora
educar nossas crianças, talvez daqui a 30 anos, tenhamos uma sociedade mais
consciente nos sentidos; de direito e de dever.

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