sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

AO MESTRE COM CARINHO
GRATIDÃO!!
Eu, jovem calouro de farmácia, numa tarde de sexta-feira, recebi um convite inusitado do Joaquim, um goiano simpático que me convidou para fazer parte de um grupo de igreja. O que o motivou foi o fato sempre ver com livros, nem sempre didáticos, mas de boa formação. Desde os treze anos desenvolvi o hábito por uma leitura universal com os mais variados temas – Gostaria de te convidar para participar de um grupo de formação – Disse o goiano, aluno de Educação Física, que havia sido criado naquele ano de 1978. E continuou – O coordenador é o padre Mohana, que também é médico e psicólogo, as reuniões acontecem na igreja da Sé às 16 horas horas, em seguida a gente participa da missa celebrada pelo próprio Mohana. Agradeci ao convite e prometi aparecer. Esqueci completamente. Na segunda-feira meu amigo me surpreendeu mais uma vez – Sentimos a sua falta ontem – Aquela frase me chamou atenção. Eu nem sabia que aquele convite seria o divisor de águas na minha vida. Ali, o jovem estudante de Farmácia começaria a se transformar em Robson Jr, o radialista. Depois eu conto mais. Estou postando aqui um vídeo que relata esta figura exemplar que não somente influenciou e preparou dezenas de profissionais para o futuro. Plantou sementes que brotaram em vários seguimentos de nossa sociedade. Foi num domingo após a missa das cinco na Sé, que me convidou para ajudar em um pequeno programa, o “Para onde vais?” na Rádio Educadora, e aqui estou eu agradecido por aquele convite que mudaria o rumo da minha vida.
No último encontro que tivemos, bem ao lado do abrigo do Largo do Carmo, cobrei dele um estágio em Hematologia Clínica que ele me prometera em Porto Alegre em um grande laboratório de um amigo. A resposta veio como uma sentença : Não, esqueça isso, você é de rádio”. Foi a última frase que ouvi do mestre João Mohana, meses depois morreria. Era sábado, se não me falha a memória. Peguei uma máquina de fotografar e cliquei um “milagre” de Mohana : de um lado do caixão Zé Pequeno, do outro José Sarney. Guardo esta foto com carinho e um dia irei postar.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019



FAÇA O QUE EU DIGO, MAS NÃO FAÇA O QUE EU FAÇO
(sem legenda)


Desde as primeiras divulgações de postagens dos ORDS no Repórter Difusora, reclamações de toda natureza, nos levam a pensar na necessidade de mergulharmos profundamente em uma busca de ampliação da nossa educação para as próximas gerações. Nós, deste tempo midiático, somos especialistas em julgar e condenar, esquecendo que toda comunicação tem mão dupla. Pedras de agora, vidraças de daqui a um segundo.
Nós queremos honestidade de todos os políticos, mas adoramos furar a fila do banco, do hospital, da lotérica. Nós queremos honestidade daqueles que são responsáveis pela ordem no dia a dia, mas não vacilamos em querer molhar a mão do guarda, oferecendo um cafezinho pra liberar o carro em uma blitz. Alguns já irão me julgar agora, postando que há guardas corruptos. Se for assim, de que lado você vai estar?, foi assim que você aprendeu em casa. Lembra quando a gente chegava em casa com um objeto que não era reconhecido como nosso, e nossos pais faziam a gente ir até o local onde havíamos “achado” o objeto?.
A semana passada foi emblemática neste bate boca que ocorre diariamente no Repórter Difusora. Dezenas de postagens incluindo áudios, escritos e até vídeos em que os moradores da estrada de Ribamar, se expressavam divididos, a respeito de alterações no trânsito ao longo daquela via. Analisando que o que chegou até nós, através de nosso whatsApp, percebemos que ficaram divididos entre o que era bom e péssimo para quem transita por ali. Inegável o grau de observação apurado de alguns que postaram verdadeiros relatórios a respeito, paralelamente a estas postagens, imagens vindas de lá mostravam continuadas ações de moradores que insistem em colocar em risco suas vidas e de outros, fazendo retornos proibidos. Já perdemos a conta de quantas vezes divulgamos acidentes até com vítimas fatais por causa destas práticas.
Bem, acho salutar este tempo de idade mídia, onde podemos compartilhar tanta coisa boa, reclamar, sugerir, orientar, educar, mas entendamos também que precisamos evoluir como sociedade que reivindica seus direitos, mas que também tem deveres. Se começarmos agora educar nossas crianças, talvez daqui a 30 anos, tenhamos uma sociedade mais consciente nos sentidos; de direito e de dever.


Dr álvaro Bruno Botentuit (teste do olhinho)

Tirando dúvidas sobre o teste do olhinho. entrevista que foi ao ra no Repórter Difusora no dia 02 de setembro de 2019.